Juli, Sara e Fabrício no jornal O Municipio.

E não é que Sara chegou e já fez sua estréia nos meios de comunicação?!

Seu nascimento foi relatado no jornal brusquense O Municipio. Vejam a reportagem.

Final de Ano com Chave de Ouro!

Em 2010 eu tive um natal maravilhoso, doulando com a Dra Veruscka, uma grávida super hiper empoderada, chamada Jorgiana, mãe da linda Júlia.

Em 2011, eu tinha 4 partos para dezembro e torci para novamente ter um dia de natal perfeito como do ano anterior. Infelizmente nenhuma das minhas meninas me chamou neste dia, porém tive uma grande recompensa, fui chamada para ver a Sara nascer no último dia do ano.

Na verdade, a Juliana me chamou no dia 29/12 a noite, quando eu passeava em Meia-Praia com meu marido, em uma linda noite quente! Eu estava preocupada com o trânsito, mas a estrada estava tão tranquila que cheguei em 1 hora até a casa da Juli. Ao chegar encontrei ela deitada no sofá, bem quietinha contando as contrações. Quando vinha uma contração ela apenas respirava e olhava para o lado.

Fiz uma massagem nos pés, estimulei um ponto importante para o útero, que fica na perna, pois percebi que eram apenas pródromos e a preensão deste ponto pode ajudar a ritmar as contrações, conversamos e decidimos irmos todos dormir para carregarmos as baterias para quando o trabalho de parto iniciasse pra valer.

Na manhã seguinte quando acordamos, os pródromos reiniciaram com a mesma intensidade. Nos preparamos e fomos pra rua caminhar um pouco para ajudar as contrações a se ritimarem. Fizemos uma hora de caminhada, voltamos pra casa e fizemos uma hora de exercícios na bola de pilates e sem a bola. Durante todo este tempo a Sara não se mexeu nenhuma vez e a Juli não teve nenhuma contração. O que é totalmente atípico, pois sabe-se que quanto mais ativa a mulher fica, mais contrações ela tem. Assim que sentamos no sofá para descansar, as contrações se iniciaram, nada muito ritmado, mas elas estavam ali.

No fim da manhã dr Paulo foi até a casa da Juli ver como tudo estava. Conversamos, verificou-se a pressão da Juli (ela havia tido episódios de pressão alta no final da gestação) e os batimentos cardiacos da Sara. Tudo estava perfeito!!! Paulo foi embora e eu fiquei para almoçar com a família. Aliás, não posso deixar de registrar quão delicioso estava aquele peixinho…rs

Depois do almoço me despedi deles e fui pra casa descansar. Nos comunicamos pelo telefone algumas vezes e tudo estava como de manhã. As 22 horas fui para a casa deles,  lá percebi que as contrações tinham mais ritmo, porém não duravam tempo suficiente para tornar a contração eficiente para dilatar o colo. As 3 horas da manhã me deitei um pouco pois o efeito do anti-alérgico que eu havia tomado horas antes, passou a fazer efeito e eu estava com muito sono. Acordei as 4:25 com o Fabrício dizendo que a Juli estava precisando de mim. Realmente ela estava, pois as contrações agora eram de um trabalho de parto ativo, parecido com a fase de transição. Massagiei o quadril dela, orientei a respiração, coloquei ela no chuveiro sentada na bola e a coisa parecia evoluir muito bem. Chamei o dr Paulo e as 5 da manhã ele foi até a casa da Juli. Na avaliação ela estava com apenas 3 cm. Confesso que fiquei bem decepcionada pois as contrações tinham características de fase de transição, porém não desanimei. Paulo foi embora e disse que retornaria as 7 da manhã.

Durante o meu trabalho percebia que algo estava desconexo, o comportamento da Juli era de fase de transição e nada me fazia mudar de idéia, mas tentei focar no que ela estava precisando para ajudar na evolução do trabalho de parto. As 6:30 a Juli pediu pra deitar no sofá. Assim que ela deitou começei a perceber que ela fazia o puxo involuntário, aí sim passei a achar que eu não estava errada, que a Sara estava super perto, mas não falei nada, não queria preocupar o casal. Verificamos a pressão e o aparelho parecia não funcionar direito. Nesta altura vi o Fabrício colocando as malas no carro e perguntando se o Paulo nos encontraria na maternidade, respondi que estava ligando pra ele. Na ligação disse apenas sobre a pressão e que estavamos esperando por ele. Paulo chegou bem rápido e ao entrar já fui logo disparando que ela estava sentindo puxo. Ele perguntou da bolsa e eu respondi que devia estar íntegra pois ela não havia dito nada a respeito e nem vimos ela estourar. No toque, Paulo olha pra mim e diz que a Sara tava ali no canal, bem pertinho e sem a bolsa. Nós ficamos maravilhados!!!! A bolsa deve ter se rompido durante o banho e Juli não percebeu.

Não dava mais tempo de írmos para a maternidade e Sara nasceria alí, na sala de sua casa. Trouxemos o conchonete, colocamos o banquinho de cócoras em cima, dr Paulo trouxe os estrumentais, se posicionou e vimos a cabecinha carequinha da Sara coroar. Às 7:50 da manhã veio para o colo da mãe, a pequenina Sara, com os olhos bem escuros como jabuticabas e bem abertos! O encontro dos olhos dela com os da mãe foi a coisa mais linda do mundo!! Junto com o chorinho de Sara, percebi Paulo enxugando as lágrimas com os braços e rindo ao mesmo tempo, a emoção tomou conta e eu também chorei. Na minha frente um casal via sua filha pela primeira vez e ao mesmo tempo um médico assistia pela primeira vez, um bebê nascer no conforto do seu lar.

A primeira pessoa da família a conhecer Sara foi o avô paterno que estava, no exato momento do nascimento, chegando na casa do casal. Em seguida o Fabrício ligou para a mãe da Juli, que mora em uma casa no mesmo quintal que eles. Em pouco tempo a familia estava reunida em volta da Juli, com Sara nos braços.

O cenário era perfeito, Juli e Sara estavam maravilhosamente bem, mas dr Paulo decidiu encaminha-las para a maternidade, pois o casal poderia ter problemas para registrar o bebê, como havia acontecido meses atrás com um outro casal.

Então, depois que Juli havia comido e ficado pronta, com ajuda de sua irmã. Ela, Fabrício e Sara foram para o hospital. Eu me despedi deles e fui pra casa para descansar e mais tarde voltar para Meia-Praia onde havia deixado minha família.

A adrenalina  e a felicidade de ter acompanhado aquela família naquele parto tão lindo, era tanta, que não consegui descansar, apenas tomei um banho e coloquei o pé na estrada.

No caminho, ouvindo Adele e U2, fui refletindo sobre aquela experiência. Se uma pessoa qualquer ouvisse a história da Juliana, ia concluir que o melhor seria ela marcar a cesárea.

- Juliana é obesa;

-Teve episódios de pressão alta;

-Sua data de parto era 24 de dezembro;

-Ela passou 9 meses acreditando que daria a luz na sala de parto natural do hospital Dom Joaquim e as vésperas do parto, o hospital fechou para férias coletivas.

-Sara tinha uma circular de cordão ou cordão enrrolado no pescoço.

Porém, ela e Fabrício estavam tão empoderados que não desistiram dos planos de trazerem sua filha de forma natural e no tempo em que Sara dissesse que estava pronta. E o resultado não poderia ser mais perfeito!

Obrigada Juli e Fabrício pela confiança e por me permitirem fazer parte de uma história tão linda! Juli, você é um exemplo de superação e de empoderamento!!

Será que você é uma Alice?

Recebi no facebook este texto escrito pelo médico obstetra Ricardo Herbert Jones. O texto é tão verdadeiro que resolvi postar aqui, para quem sabe, ajudar as Alices a acordarem enquanto é tempo. Boa reflexão!

 

A Alice (de Lewis carol) se encontrava em um universo paralelo lisérgico quando fez sua viagem ao Pais das Maravilhas… Quando acreditamos nas promessas de profissionais que sabidamente NÃO DESEJAM auxiliar em um parto normal, estamos embarcando no mesmo tipo de jornada alucinógena. A metáfora de Alice nos remete ao sombrio universo da alienação. Alice, desde o momento em que falou com objetos inanimados, coelhos, gatos e outras figuras bizarras (como o Chapeleiro Maluco) poderia ter se dado conta de que aquela não era a realidade, mas uma fuga de tormentos que ela tentava evitar através desta fuga para um mundo alternativo. Muitas mulheres, temendo as decisões corajosas que se impõe na questão do nascimento, aceitam o caminho psicodélico das falsas promessas, da mesma forma que dizem “depois que ele casar se acalma”, ou “um dia ele vai amadurecer”, ” se eu o amar ele vai se curar” ou “ele só bebe socialmente”, terminando com “meu médico faz muita cesariana, mas é a favor do parto normal e vai tentar comigo, se tudo estiver certo”. É um auto-engano lamentável. Uma negativa de enxergar a realidade que se choca contra nossa face, com a violência assustadora das evidências. Para TODAS essas o nosso brado: ACORDA ALICE !!! Para aquelas mulheres que buscam um parto humanizado, mas que procuram médicos que só acreditam em cesariana… o alegre passarinho continua seu gracioso chilreio do alto da cumeeira… e o gatinho já deu seus primeiros passos em direção ao telhado. Saia daí gatinho, enquanto ainda é tempo !!!!! Beijos Ric By: Ricardo Herbert Jones

Regras de Etiqueta Para Visita à Recém-Nascidos

BY Melania Amorim.

1). Espere um tempo depois do nascimento para programar sua visita. …Em torno de 15 a 30 dias, e sempre combine a melhor época com a mãe.
2). NUNCA, mas NUNCA MESMO, chegue sem avisar. Você pode encontrar a mãe descabelada, desarrumada, às voltas com cuidados com o bebê, e certamente a sua visita nesse horário irá estressá-la bastante.

3). SEMPRE ligue para combinar um horário e ligue imediatamente antes para confirmar se o momento é adequado. O horário deve ser o conveniente para mãe e bebê, e não para você.

4). NÃO PEÇA PARA PEGAR NO BEBÊ. Além de você estar trazendo os germes da rua, o que pode preocupar algumas (várias) mães, você corre o risco de ela dizer “não” (com toda a razão) e você ficar sem graça. Também não toque ou beije o bebê, pelo mesmo motivo.

5). SE a mãe permitir e você for segurar o bebê, lave bem as mãos.

6). Não queira acordar o bebê, e tampouco “esticar” a visita até que ele acorde, o que pode prolongá-la indefinidamente e impacientar a mãe. A prioridade é o conforto do bebê, que deve dormir sossegadamente.

7). A visita deve ser curta, no máximo 30 minutos, a menos que expressamente a mãe convide você para ficar. Deixe para por o papo e colocar as novidades em dia em outra ocasião. Prolongar a visita irá interferir na rotina da casa e perturbar os cuidados com o bebê.

Os nascimentos do segundo semestre de 2011.

Faz tempo que não falo dos partos que acompanho, então para fechar o ano com chave de ouro, vou contar em poucas palavras como foram os partos do segundo semestre deste ano.

Dia 17/06 nasceu Augusto da Aline e do Alan, irmão do Arthur.

  • Parto domiciliar com as parteiras Hanamis.
  • Mulher muito empoderada e guerreira.
  • Segundo domiciliar.
  • Super rápido.
  • Augusto nasceu na minha mão, lindo e saudavél!

Dia 14/07 nasceu João Pedro da Fabiana e do Eder

  • Pródromos longos.
  • Mulher forte.
  • Primeira mulher que não lacerou.
  • Parto belissimo

Dia 16/07 nasceu Alice da Mirian e do Beto.

  • Alice esperou Michel Odent acabar sua palestra para dar o ar da graça.
  • Trabalho de parto longo.
  • Cesárea de emergência.
  • Tristeza por ver a dor que Beto sentiu em não poder estar ao lado da Mirian no centro cirurgico, porque o hospital não permitiu.

Dia 27/07 nasceu Luka da Caroline e do Raphael

  • Mulher empoderadissima que buscava um parto verticalizado.
  • Trabalho de parto todo em Balneário Camboriú.
  • Pródromos longos.
  • Enfrentamos duas festas populares para chegar ao hospital.
  • Expulsivo longo.
  • Foi lindo ver como a Caroline trabalhou junto com Luka para a chegada dele

Dia 11/08 nasceu Giovanna Gabriela da Eliane e do Rodrigo

  • Grávida da Ionara.
  • Trabalho de parto divertidissimo porque fui muito chamada de mentirosa.
  • Expulsivo rápido.

Dia 31/08 nasceu Isadora da Vera e do Fabrício

  • Parto prematuro, com 35 semanas de gestação.
  • 9 horas de bolsa rota sem trabalho de parto.
  • Primeira vez que vi um cordão umbilical curto.
  • Parto lindissimo!!

Dia 23/09 nasceu Victor da Letícia

  • Trabalho de parto super rápido.
  • Victor nasceu na minha mão, na sala de sua casa.
  • Casal super parceiro.
  • Bebê mamou lindamente no primeiro segundo que foi ao colo da mãe

Dia 25/09 nasceu Sara Helena da Jussara e do Jean

  • Mulher decidida e pronta pra guerra.
  • Trabalho de parto todo em casa.
  • Primeiro parto do SUS com doula, no Hospital Azambuja.
  • Neste parto a sementinha da humanização nasceu no dr David Raspin

Dia 12/10 nasceu Jair Antônio da Karla Fabiana e do Vargas.

  • Jairzinho nasceu com exatas 40 semanas.
  • Pai participou lindamente do expulsivo.
  • Parto lindo

Dia 08/11 nasceu Laura da Flávia e do Cleverson.

  • Empoderada ao extremo.
  • Grávida que trocou de doula no ultimo segundo do segundo tempo.
  • Parto especialissímo.
  • Pai participou ativamente.
  • Neste parto nasceu integralmente um Obstetra Humanizado, dr David Raspini

Dia 16/11 nasceu Luiz Felipe da Leci e do Getúlio.

  • VBAC.
  • Pródromos longos.
  • Bebê nasceu com a mão na frente do rosto
  • Lindo!!!

Dia 16/12 nasceu o Pedro da Carolina e do Everton, irmão da Manuela.

  • Cesárea.
  • Gestação de 41+ semanas
  • Pouco liquido.
  • Bebê nasceu grande, lindo e saudavél

Dia 18/12 nasceu Alice da Anninha e do Andrey.

  • Parto domiciliar planejado.
  • Muitas andanças.
  • Doce de leite.
  • Aprendi muito com as Hanamigas e Roxana.
  • Cesárea de emergência por distenção de segmento

Hoje estou acompanhando os pródromos da Juliana e do Fabrício à espera da Sara. Estamos indo rumo ao último parto do ano de 2011. Vem Sarinha, vem Sarinha, vem!!!

Desejo um feliz 2012 para todas vocês que passaram por aqui este ano. Que possamos estar juntas novamente no ano que vem!!!!

Posições que Ajudam no Trabalho de Parto

Fonte

Quando o trabalho de parto começa a incomodar, a grávida precisa de posições variadas que tragam alívio e conforto.

Dicas úteis

As posições devem ser iniciadas assim que as contrações incomodarem.

  • Água morna é uma grande amiga da grávida porque alivia a dor e relaxa. Coloque toalhas dobradas sobre o chão do boxe, caso queira se ajoelhar ou sentar.
  • Sempre que a contração vier, mantenha a respiração calma.
  • As posições que provocam mais incômodo do que alívio devem ser evitadas. Posição boa é aquela que conforta.
  • Dá para relaxar até mesmo no centro obstétrico. Se for possível, improvise com a maca, lençóis, travesseiros.
    Descanso sobre o solo: ótima para relaxar, especialmente se as contrações estiverem próximas umas das outras. Afaste os joelhos e abrace uma pilha de travesseiros.
    Repouso: no intervalo entre as contrações, os travesseiros no meio das pernas confortam, porque ampliam o espaço pélvico e da bacia.
    Posição de Sims: na contração, puxe o joelho para o corpo, afastando bem as coxas.
    Rotação: com as pernas afastadas, você deve apoiar-se em um móvel não muito baixo, como na foto. Aí, faça movimentos de rotação dos quadris. Entre as contrações, a postura alivia a dor nas costas. Durante

    , ajuda a encaixar o bebê.

    Cócoras alternadas: na contração, apoiada, agache com as pernas abertas. O movimento ajuda a aumentar o espaço interno da bacia e a encaixar o bebê. Entre as contrações, levante-se, mas mantendo-se inclinada.
    Dica: o ideal é agachar com a planta dos pés no chão. Se não der, use um travesseiro de apoio, como acima.

    Assimetria: na contração, ajoelhe sobre um apoio. A outra perna fica aberta. Alterne os lados. A posição ajuda o bebê a se encaixar.
    Massagem: sente ao contrário numa cadeira sem braços. O quadril fica afastado o máximo do encosto, para você receber massagem na região lombar durante as contrações.
    De joelhos: a posição estimula a abertura da bacia. Faça-a sobre um colchão ou almofadas, com os joelhos afastados, os dedões dos pés tocando-se e inclinando-se sobre um apoio, como na foto. Um travesseiro entre os tornozelos aumenta o conforto.
    Prece maometana: relaxa quando as contrações estão aceleradas. Abre a bacia e alonga as costas. Posições em que a mulher fica debruçada auxiliam o encaixe do bebê.

    De gatinhas: a postura facilita o encaixe do bebê e também diminui a pressão na parte debaixo da barriga e nas costas.
    A dois: a posição de cócoras abre o espaço interno da bacia, aliviando a dor. Durante as contrações, apóie-se em um lençol enrolado, sustentado por seu marido, e solte o corpo. O mesmo movimento pode ser feito com você apoiada nas pernas do companheiro, como na foto mais à direita.

     

Parto pelo Mundo

A parteira Mayra Calvette, que integra o grupo Hanami, está realizando um projeto lindo e muito significativo para a Humanização do Nascimento. Ela vai viajar por 30 países em um período de nove meses, realizando entrevistas e vendo a realidade do nascimento nestes países.

A seguir você assistirá á uma entrevista da parteira americana Carol Gautschi. Prestem atenção no que ela a respeito de como se preparar para o parto, pois são palavras bastante sábias. Ah! E eu tenho que concordar com ela, o parto domiciliar é a melhor experiência que uma mulher pode ter, é uma Mercedes….rs

Não deixe de visitar o site da Mayra, Parto Pelo Mundo, lá tem muitas outras entrevistas e relatos completo sobre as visitas que ela tem feito, além das fotos

MA-RA-VI-LHO-SAS!!!!