Mães de Umbigo – Parteiras da amazônia

O projeto Mães de Umbigo – Parteiras da Amazônia foi realizadoentre 2000 e 2004 pela fotógrafa e cineasta Stephanie Pommez. Nele, um ensaio com 53 fotos e um documentário produzido em parceria com a ZED, ARTE e National Geographic Channels(Amazonie, la vie au bout des doigts). As imagens mostram momentos da vida dessas mulheres ribeirinhas, que moram em comunidades nas margens das centenas de rios e igarapés da Bacia Amazônica e que guardam a vida, os costumes e a cultura desta região.
Munidas de sabedoria, coragem e solidariedade, essas parteiras vem“pegando” meninos, termo com que descrevem o trabalho do parto, há gerações. Algumas delas começaram sua jornada de parteiras por acaso, ao assistir partos de familiares ou vizinhas; outras foram iniciadas por parteiras mais velhas da própria família - suas mães, tias, avós. Para além do acaso e do conhecimento, para elas o verdadeiro pré-requisito deste ofício é possuir o que descrevem como um “dom de Deus”.


Na Amazônia, esse dom tem feito com que comunidades inteiras nasçam por suas mãos. Sem acesso aos equipamentos do sistema de saúde, como hospitais e consultórios médicos, em um contexto geográfico isolado, o trabalho das parteiras e seus conhecimentos sobre os “remédios” da floresta permitem que as mulheres ribeirinhas sejam assistidas ao longo da gravidez e no momento de nascimento de seus filhos.

Mães de Umbigo é um registro intenso de como a vida humana se faz chegar na Amazônia brasileira.

Além de mostra de fotos, haverá também debates sobre o tema. Confira a programação:

Narrativas da Amazônia – Olhares sobre a vida e trabalho das parteiras da Amazônia 

A fotógrafa Stephanie Pommez  fala de sua experiência de convívio com as parteiras em um bate-papo comAna Paula Viana, enfermeira obstetriz coordenadora do grupo deParteiras Tradicionais da ONG Grupo Curumim (Recife – PE), que desenvolve projetos de fortalecimento da cidadania das mulheres.  Livre para todos os públicos.Grátis. Sábado (dia 30), às 15h.


Sobre Stephanie Pommez 
Stephanie Pommez é fotógrafa e cineasta. Nasceu no Canadá em1972, viveu a infância e parte da juventude no Brasil, formou-se emDesenvolvimento Internacional e História da Arte na Universidade McGill , em Montreal, e hoje, mora em Nova York. Após anos de trabalho na área humanitária tanto no México quanto nos Estados Unidos, iniciou sua carreira de fotógrafa documentarista no final dos anos 90. O enfoque de seu trabalho é o pertencimento – o registro da origem de uma cultura ou do espaço que une pessoas e sua importância na própria identidade. Seus trabalhos foram publicados por em diferentes veículos internacionais e expostos em cidades da França e dos Estados Unidos.

Em 2005, após seu envolvimento em documentários e sua contribuição ao filme Mondovino, indicado à Palma de Ouro de Cannes, Stephanie Pommez dirigiu seu primeiro documentário sobre as parteiras tradicionais da Amazônia. O filme foi exibido na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.

Mães de Umbigo – Parteiras da Amazônia
De 26 de abril a 26 de junho
De terça a sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 20h
Área de Convivência do Sesc Pompeia
Rua Clélia, 93, tel. 3871-7700
Grátis.

Fonte: 

Dança Materna

Tatiana Tardioli é bailarina, coreógrafa, preparadora corporal e professora de dança. Ela Acredita que dançar na gestação e com o bebê nascido, propicia momentos de cumplicidade muito preciosos na construção de um vínculo sadio e contribui para a saúde e o equilíbrio espiritual, emocional e físico da mãe e do bebê. E foi aí que ela passou a dar aulas de Dança Materna.

Porque este nome? Ela conta que Materna é o nome de uma lista de discussão sobre parto, muito especial, da qual ela participa desde a gravidez. Foi a partir dela que obteve informações que a levaram a conquistar o Parto Normal que sempre quis ter.
Da sua maternagem ativa e da vontade de compartilhar com outras mulheres as alegrias e benefícios de dançar grávida e depois com o bebê, surgiu essa fusão do seu trabalho com a vivência de mãe da Nina.
Devidamente autorizada, adotou Dança Materna como forma de identificar os cursos de Dança para Gestantes e Dança para Mães e Bebês, que tem o prazer de apresentar .
Materna para ela é uma palavra que fala de um jeito de ser mãe com muito amor e muita proximidade.

Esta modalidade de dança trata-se da atividade física ritmada especifica para Grávidas e Mães com bebês de colo, engatinhantes e bebês de 1 a 3 anos.

Dançar na gestação contribui para que o corpo se adapte às mudanças e sustente harmoniosamente o ganho de peso.

Melhora a oxigenação e circulação sanguínea, beneficiando mãe e bebê. Além da dança, os exercícios de alongamento, fortalecimento, relaxamento e respiração mantém a vitalidade em alta e ajudam na hora do parto, quando é preciso conciliar momentos de ação e entrega.

Nas aulas com bebês eles costumam ficar tão calmos que muitas vezes dormem. Enquanto isso, as mães se divertem, otimizam a redução de peso e reeducam o corpo.

Outra prova de que colo faz bem é o método conhecido com Mãe Canguru, muito utilizado com bebês prematuros. O Método Mãe Canguru foi inicialmente desenvolvido em maternidades da Guatemala onde a falta de incubadoras fez com que pusessem os bebês dentro das roupas das mães para mantê-los aquecidos. Desde então tem demonstrado beneficiar muito recém-nascidos permitindo que eles regulem melhor seu ritmo cardíaco e sua respiração, melhorem o sono, cresçam mais depressa e com menos choro e recebam alta antes dos prematuros que não usaram o método.

O objetivo da aula de Dança Materna é aliar uma atividade física durante a gestação e um período de pós-parto a uma experiência rica em cumplicidade com o bebê a partir de um mês e meio de idade.

Os benefícios para a mãe são o retorno à vida social, otimização da redução de peso, reeducação corporal (que evitará ou minimizará problemas posturais, inclusive na maneira de carregar e amamentar o bebê), fortalecimento do vínculo com o filho.
Já os benefícios para o bebê são proximidade com a mãe e aconchego fazem com que o bebê sinta-se amado, protegido e ajuda a reduzir a incidência de cólicas. O balanço da dança é extremamente relaxante para os bebês que em geral sorriem, se divertem e saem da aula calmíssimos e muitas vezes, dormindo. Outra vantagem é que o peito da mãe está ao alcance do bebê freqüentemente eles mamam durante a aula enquanto dançam com a mamãe.
Cada aluna prende o bebê a um carregador de pano chamado sling, usado como uma bolsa, e embala as crianças enquanto dança.
Conheci o trabalho desta artista através de algumas amigas paulistas que participam dos grupos de dança e me apaixonei.

A Dança Materna já apareceu muito na mídia, mas mesmo assim resolvi colocar alguns videos aqui, para que vocês conheçam. Quem sabe um dia eu consiga trazer uma coisa assim para o grupo de gestantes da minha equipe e para o grupo pós parto.

          

Fonte       

Hanami – O Florescer da Vida

O documentário “Hanami – O Florescer da Vida” que retrata a atuação de um grupo de enfermeiras-parteiras na região da Grande Florianópolis, em atendimentos a partos domiciliares e partos humanizados.

Este documentário  tem como objetivo esclarecer as pessoas sobre o conceito de parto domiciliar e parto humanizado, além de divulgar uma velha-nova forma de trazer seres humanos ao mundo, de maneira humanizada, consciente, amorosa e não mecanizada.
Estas parteiras, simpatizantes, assim como eu, lutamos pelo direito que toda mulher tem de saber que existem alternativas às cesáreas eletivas, aos partos institucionalizados da forma como eles vêm sendo encarados hoje.
É direito da mulher escolher a sua melhor forma de parir!
É direito da mulher retomar o poder sobre seu próprio corpo!
É direito da mulher ser respeitada em suas decisões!
É direito da mulher não ficar à mercê das decisões tomadas por médicos e equipe médica, sem que seja esclarecida, consultada e respeitada!
É direito de toda família escolher uma forma mais humana e amorosa de receber seus filhos!

E pra tentar garantir esse direito, acreditamos que é imprescindível maisINFORMAÇÃO. Sem crendices, sem opiniões formadas a partir da falta de conhecimento, sem mitos, sem lendas: o fato como ele é!

O documentário “Hanami – O Florescer da Vida” foi produzido pela diretora Priscila Guedes, da produtora Barro Digital, com a ajuda de dezenas de famílias que receberam seus filhos de maneira humanizada.
Está sendo distribuído GRATUITAMENTE e não tem fins lucrativos.

Se você quiser conhecer esse nobre conceito e trazer mais esclarecimento à sua vida e à de sua família e, PRINCIPALMENTE, quiser contribuir para a divulgação desses VALORES, peça o seu exemplar. É gratuito. A única coisa que se pede é: DIVULGUE! Leve-o a grupos, instituições, comunidades. Ajude a tornar esse um conceito não mais desconhecido.

O pessoal que apoia a causa, pede como doação, a quem quiser contribuir com a causa, DVDs virgens, capas rígidas de DVD, papel reciclado para impressão das capas, etiquetas ou o que considerar útil no propósito de gerar mais cópias, que possam atingir mais pessoas.

Quem quiser contribuir, entre em contato comigo por e-mail ou pelos comentário deste post, que organizo as doações, já que vou quase toda semana para Floripa.

Outra forma de ajudar é doando dinheiro para que este video possa ter uma tiragem maior e consequentemente alcançar ainda mais gente. Para doar é só ir até http://www.multidao.art.br/projects/119-hanami-o-florescer-da-vida

Comprometimento, dedicação e informação podem, sim, ajudar a mudar o mundo!

Fonte

A arte de dar a luz.

A artista Amanda Greavette colocou em suas telas as cores do nascimento.

Os quadros são belissímos e me fazem querer ter todos eles nas paredes da casa de parto que vive nos meus sonhos.