Maria Júlia chegou!

Comecei a escrever este relato dia 02/06, mas só hoje consegui posta-lo. Em breve coloco as fotos para ilustrar o post.

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Sabe quando você olha uma pessoa e tem CERTEZA absoluta que vocês já se conhecem? Pois é, foi esta a impressão que tive ao ver Patrícia e Roger chegarem na sala de conferência da UNIMED. Eles estavam vindo assistir ao intensivo para casais grávidos, que nossa equipe faz, para apresentar nosso trabalho e falar um pouquinho a respeito da humanização do nascimento.

Ela me deu um sorriso tão lindo, que só damos para quem já conhecemos, foi aí que minha certeza aumentou. Logo fui na direção deles para saber os nomes e data provavél de parto( que era o aniversário da minha filha Hellen). Aproveitei e perguntei algumas outras informações, tentando descobrir de onde eu a conhecia. Mas foi em vão, nós NÃO nos conhecíamos.

Os dias se passaram e Patrícia (a da nossa equipe) me manda um email com o nome das grávidas que haviam me escolhido naquele intensivo. Passei os olhos na lista procurando o nome da Patrícia e lá estava ele, no último da fila.

Já no primeiro encontro que tivemos para a preparação do parto,  senti que a Patricia estava muito certa de que o parto natural era o que ela queria. Conversamos longamente naquela manhã, eu, ela e a mãe dela, D Terezinha. Mulher que pariu gêmeas sem nem saber que estava esperando dois bebês. Mulher forte que apoiava a decisão da filha.

Foi nesta manhã também, que conheci a gêmea da Patrícia, a Pâmela. Gêmeas univitelinas.

Durante toda a gestação, eu sentia que Patrícia bebia minhas palavras e informações. Nunca teve vergonha de perguntar nada durante os grupos de gestantes, sempre leu tudo o que eu dei, viu todos os videos, foi a todos os encontros. Mas eu sentia que ela era diferente, pois ela desde muito cedo, entendeu que o parto era dela, que só dependia dela e mais ninguém. Isso ficou mais evidente a medida que fui falando para ela dos meus planos de seguir com nossa tradição familiar, ir ao Beto Carreiro com meus filhos, marido, um casal de amigos e suas filhas, comemorar o aniversário das nossas filhas.

Nestas últimas semanas minha doulanda querida, parecia mais inquieta e ansiosa. Em um delicioso café em sua casa, conversamos sobre isso e ela confessou que a ansiedade tava grande.

Todos os dias ia pra cama pensando que naquela noite eu iria ser acordada com um telefonema. Mas me enganei, o telefonema veio hoje as 8:30 da manhã. Patricia dizia que estava com contrações irregulares, mas estava bem. Dei um jeito no consultório e as 10:30 fui ve-la.

Quando cheguei na casa dela, a encontrei sentada na bola de pilates rebolando quando vinham as contrações. Conversei, fiz uma massagem e ela me disse pra eu ir embora, que ela estava bem, iria ver Dr Paulo as 14 hr e depois me ligaria. 

As 14:15 hr recebi uma ligação do dr Paulo dizendo que Patrícia estava com 7 cm de dilatação e que deveríamos ir para Dom Joaquim. Novamente dei um jeito no consultório e segui para o hospital, queria esquentar a suite de parto antes que ela chegasse.

As 15:00 eu fui buscar o sonar no posto da enfermagem e na volta, vi Patrícia entrando na recepção do hospital. Ela andava devagar, mas parecia muito bem! No caminho conversou com duas conhecidas e logo me deu a mão, sorrindo pra mim. Aquele mesmo sorriso que eu vi no nosso primeiro encontro.

Uma vez na suíte de parto, Patrícia foi logo para o chuveiro. Ficou lá um bom tempo. Queria ficar ativa, rebolava, acocorava, fazia tudo o que eu propunha. E foi assim até o final.

O expulsivo foi longo e lindo!

Foi maravilhoso ver a natureza tomando forma na Patrícia. A cada puxo ela acocorava instintivamente, onde quer que estivesse e fazia força ajudando sua pequena Maria vir ao mundo.

Ela andava de lá pra cá, de cá pra lá, até que o Dr Paulo sugeriu a banqueta de cócoras. Na banqueta, Patrícia continuava a ajudar Maria; em cada contração ela se segurava nas barras com muita força, eu sentia que ela tentava transferir sua força para as mãos para que o períneo não lacerasse.

Foi na barra que a Patrícia passou a emitir sons guturais, sim, ela não gritava, ela emitia sons abrindo bem a boca, tentando mais uma vez institivamente, dar força para Maria continuar sua jornada.

Sem esperarmos, ouvimos um ploc! e sentimos a água da bolsa por todos os lados. E vinte minutos depois, bem lentamente, com uma circular de cordão, veio Maria Júlia. Tão linda, tão grande e foi direto para o colo da mãe.

Namorou a mãe um tempão e depois foi para o colo do pai. Aliás, uma das melhores cenas da minha carreira de Doula, até agora. Foi lindo ver o olhar dos dois se encontrando pela primeira vez.

Enquanto dr Paulo examinava o períneo da mais nova mamãe, Roger  me ajudou a medir, pesar e deu o primeiro banho  de balde na pequena Maria Júlia.

Patrícia, eu sempre acreditei que você conseguiria este parto e acredito que a cada dia você vai mostrar para si mesmo o quanto você é uma boa mãe e nasceu para isso, basta você também acreditar.

Roger, parabéns pela maneira em que você recepcionou sua filha, me amocionou muito!

Patrícia e Roger, muito obrigada por ter me escolhido, muito obrigada por permitir que eu fizesse parte desta história tão linda!

Dr Paulo, já te falei pessoalmente, mas vale a pena deixar registrado por escrito a minha admiração a forma como você conduziu este parto, aliás, a forma como você soube deixar que a natureza conduzisse este parto. Com certeza foi o mais lindo parto que acompanhei com você. Muito obrigada pela oportunidade de estar com você nesta jornada. E que venham muitos outros partos fisiológicos como este!

Cresce Número de Partos em Casa

Clique aqui para ler na íntegra

Partos domiciliares aumentaram nos últimos cinco anos na capital paulista. Gestantes buscam opção natural e familiar para dar à luz os filhos

A agenda apertada da enfermeira obstetra Márcia Koiffman confirma isso. Ela,que faz partos em casa desde 2005, diz não dar conta da procura. “Quando comecei,fazia um parto por mês, às vezes nenhum. Hoje, tenho que recusar pois minha agenda está cheia até setembro.”

Ela ressalta a importância do planejamento. “Acompanhamos o pré-natal e traçamos um plano B, já definindo um hospital e medidas a serem tomadas caso a gestante tenha que ser removida”, diz.

Com nove meses de gestação,a empresária Claudia Xavier, 34 anos, se diz ansiosa para conhecer Olívia, sua primeira filha. “Sempre quis ter um parto natural e, no hospital, há intervenções que julgo desnecessárias”, diz.

Jornal AGORA, 22/5/2011

A experiência de Mariana Maffei

Na hora já fui tomar banho, sozinha. De repente fui tomar banho, sem a barriga. Mas eu estava grávida há meia hora?!”. Foi com esta frase que Mariana Maffei, a filha da apresentadora Ana Maria Braga, descreveu a recuperação imediata que teve após escolher o parto natural e domiciliar, durante entrevista exclusiva para o site do Mais Você.

Ela revelou que conheceu este tipo de parto em um grupo de gestantes. E quando soube que poderia dar a luz à Joana dentro de casa, não teve dúvidas. Marcelly Ribeiro, sua doula – pessoa que acompanha a grávida durante o parto -, revelou que esta falta de informação é muito comum. “Algumas buscam logo no começo da gravidez, outras, apenas no final, quando seus médicos não querem o que elas esperam. É preciso buscar informação para que tenham consciência das suas opções e escolhas”.

Esta falta de informação sobre o assunto gera mitos. Mas a parteira de Mariana, Priscila Colacciopo, esclarece algumas questões. “Os principais mitos são: a dor e o perigo de ter parto natural. O que se acha é uma inverdade, que você está sendo salva porque teve uma cesárea. Isso é um mito. A gravidez não é uma doença e se não é uma doença, porque haver uma intervenção cirúrgica?”, questiona.

Mariana, contudo, explicou que a tão temida dor é natural em todos os casos, mas que acontecem em momentos diferentes dependendo do parto escolhido. “A cesárea também pode ser muito dolorosa, não na hora, mas nos meses subseqüentes. Na hora que você tem que estar mais ativa para cuidar do seu neném, podendo levantar e estar bem, realizando suas funções e poder amar melhor ele nesta primeira etapa da vida, você está ali com um corte gigante, afinal, são sete camadas de pele que são cortadas”, explicou Mariana.

O marido de Mariana, presente e participativo no nascimento de Joana, revelou que a acupuntura ajudou sua mulher com a dor. “Depois que ela fez a acupuntura, ela teve uma transformação. A Mari relaxou e aquela dor mudou, virou um amor total, que é a hora que o bebê estava saindo”, descreveu.

Sobre a recuperação, Mariana ainda deu uma dica. “Eu, graças a Deus, não tive nenhuma laceração no períneo, que é o lugar onde às vezes eles fazem um corte, mas que naturalmente acontece em algumas mulheres quando está muito rígida a musculatura. Eu trabalhei isso durante a gestação, a visualização e respiração para este local. Hoje, tem um aparelho alemão chamado Epinol, que é um balão que infla dentro da vagina e vai fazendo com que os músculos se distendam e entendam esta distensão do parto”.

Neste Dia das Mães, Mariana e sua parteira mandam ainda, um recado especial para as mamães de todo o Brasil. “Gostaria de mandar um beijo para todas as futuras mamães, as que já são e as que já são avós também e dizer que podemos dar a luz. E este termo dar a luz, significa dar a luz mesmo, naturalmente”, disse Mariana.

Fonte

Born at home

Este video retrata o nascimento da forma como ele deve ser: No aconchego da família, no lugar que a mulher escolheu, com pessoas que o casal selecionou a dedo, cercada de profissionais competentes e experientes.Tudo contribuindo para um nascimento natural, saudavel e feliz! É nisso que eu acredito!

Nascido em Casa, posted with vodpod

Palmas para eles 3

Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E-mail: elianebrum@uol.com.br Twitter: @brumelianebrum

“Acho que exagerei na lasanha de berinjela”, comentou Luciana Benatti com o marido, Marcelo Min. Passava das dez da noite e Luciana, com 37 semanas e 4 dias de gestação, tinha sentido uma dorzinha. Não era a lasanha. Era Pedro, mas naquele momento ninguém sabia que ele se chamaria Pedro, porque os pais achavam que ainda teriam alguns dias de gestação para decidir o nome e preferiam descobrir o sexo apenas quando o bebê se apresentasse. Na madrugada, primeiro chegou a doula. Depois a pediatra. E em seguida a obstetra. Daria qualquer coisa para saber o que o porteiro do edifício no bairro de Pinheiros, em São Paulo, imaginou ao ver três mulheres chegando de malinha no meio da noite. Tudo – de homicídio a orgia – menos que alguém daria à luz no sétimo andar. De repente, já havia uma piscina inflável, decorada com uma alegre fauna marinha, no meio da sala. E uma mangueira de 50 metros levava água quente do velho Lorenzetti até banheira improvisada. Foi lá que Luciana começou a dar aqueles berros primais e libertadores, porque dói mesmo, para algumas mulheres mais do que para outras. E de novo fico pensando no que o pobre porteiro deve ter imaginado quando os vizinhos começaram a interfonar. Arthur, pelo menos, resolveu espiar o que estava acontecendo. Aos quatro anos, ele desembarcou da cama esfregando os olhos amendoados e encontrou uma festa na sala. Como Luciana sabia que nada melhor do que um bom berro quando a contração chegava mais forte, percebeu que precisaria explicar ao menino o que estava acontecendo antes que ele se desesperasse. “Filho, para o irmãozinho sair da barriga, a mamãe vai ter que dar uns gritos de leão”. Arthur é louco por qualquer bicho – mas rei é rei, e rainha melhor ainda. Adorou. E a partir daí, sempre que sua mamãe leoa berrava, ele ria e batia palmas na maior empolgação. Foi assim que Pedro escorregou para o mundo. Marcelo e Arthur, pai e filho, cortaram o cordão umbilical. E depois de um soninho gostoso, Luciana acordou pela manhã com os dois filhos ao seu lado e um café na cama preparado pelo Marcelo. O melhor pão com requeijão da sua vida.

Esta história é contada pelos protagonistas, a jornalista Luciana Benatti e o fotógrafo Marcelo Min, num livro – muito – importante lançado nesta quarta-feira, 4/5 (a partir das 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo). Parto com amor (Panda Books) é a narrativa de uma trajetória que começou em 2007, com a gestação de Arthur, o orgulhoso animador de partos do parágrafo anterior. E só terminou no ano passado, com o nascimento de Pedro.

Ao ficar grávida pela primeira vez, quatro anos atrás, Luciana pensava em ter parto normal, mas nunca tinha ouvido falar de parto humanizado. Como boa parte dos médicos, o dela disse: “Parto normal é o melhor para a mãe e para o bebê”. Mas não respondia – e até se irritava – com as perguntas de Luciana. “O que mais a senhora quer saber?”. Um dia Luciana, já com um barrigão de 35 semanas, encontrou uma amiga jornalista. “Mas você tem certeza? Muitos médicos dizem que fazem (o parto normal), mas na hora inventam uma desculpa para a cesárea”.

Luciana ficou bem irritada com a amiga que duvidava do seu médico naquela altura da gestação. Mas o comentário permaneceu fincado como um alfinete em sua cabeça e, na consulta seguinte, diante de seus questionamentos, o médico soltou esta pérola: “Por que você está tão preocupada com o parto? Cuide das roupinhas e da decoração do quarto e deixe que do parto cuido eu”.

Não era esta a ideia que Luciana e Marcelo compartilhavam sobre o parto do seu filho. Eles tinham certeza de que quem tinha de cuidar do nascimento do bebê eram eles – e especialmente Luciana, com o apoio de Marcelo. Nunca mais voltaram ao consultório do médico, que também jamais os procurou para perguntar o porquê.

Um mês depois Arthur nasceu num parto natural na banheira da maternidade de um hospital, sem anestesia, sem episiotomia (o corte que obstetras costumam fazer no períneo da gestante com a justificativa de que ajuda no nascimento e evita lesões maiores) e sem soro com ocitocina (medicamento usado para aumentar a frequência e a força das contrações). Arthur desembarcou do útero no seu tempo, forte e saudável. E Luciana deu à luz inspirada nas suas avós: Aurora teve sete filhos de parto normal e Antônia, sete. “Foi um daqueles momentos que fazem a vida valer a pena”, diz Luciana. “Fui a protagonista da minha história.”

E foi assim que outra história começou – a do livro. Marcelo, um dos melhores (e mais sensíveis) fotógrafos do Brasil, registrou em imagens o parto de Arthur. Ao refletirem sobre sua experiência, Marcelo e Luciana perceberam que valia a pena documentar o parto natural, comum nos países desenvolvidos da Europa, mas uma exceção no Brasil, um país com índices de cesariana superior a 80% nas mais conceituadas maternidades privadas – quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda no máximo 15%.

Nos últimos quatro anos, Marcelo e Luciana acordavam na madrugada com telefonemas do tipo: “Vai nascer!” ou “Começou!”. E lá se ia Marcelo com seu equipamento, enquanto Luciana ficava com Arthur. Depois, a jornalista fazia uma longa entrevista com cada uma das mulheres em suas casas, para que contasse sua trajetória a partir do seu próprio olhar – todos os textos do livro são na primeira pessoa e cada um deles traz o jeito particular da autora daquele parto. A cada final de capítulo, há uma seção de perguntas e respostas feitas com muita responsabilidade, precisão e conhecimento, que esclarecem questões trazidas na narrativa.

Como os meses de uma gestação, são nove histórias de mulheres – e homens – que decidiram se tornar protagonistas do nascimento de seus filhos. Cada uma delas com seu próprio caminho, suas possibilidades, seus conflitos e também seus limites. Cada capítulo nos dá uma história contada em duas linguagens – o texto e a fotografia. E ao final de cada um deles sofremos e nos alegramos junto com aqueles homens e mulheres – e bebês lindos e amarrotados – que passamos a sentir como se fossem da família.

Marcelo ganhou das gestantes o apelido de “fotógrafo invisível”, pelo seu dom – já testemunhado por mim em reportagens muito delicadas que fizemos juntos – de registrar a realidade com uma câmera enorme sem que ninguém se sinta invadido ou mesmo perceba a sua presença. As duas fotos abaixo são do primeiro capítulo, justamente o parto de Arthur. A mulher, berrando na banheira, é Luciana. Sim, parto dói, mas há uma diferença fundamental, que a maioria das pessoas parece ter esquecido, entre dor e sofrimento. A do parto é uma dor que não vem da doença e da morte, mas da saúde e da vida. É uma passagem. Você está junto com seu filho, ajudando-o no primeiro momento mais importante da vida que se inicia fora do útero materno. E poder berrar, sem que nenhum obstetra ou enfermeiro torça o nariz, é libertador.

   Reprodução   Reprodução

Parto com amor é um livro que registra um dos movimentos femininos mais interessantes deste início de milênio (e que, para muitas parcelas da sociedade, permanece invisível): a decisão das mulheres de recuperarem a posse do corpo em um momento crucial da vida – o parto do filho. Elas passaram a perceber que dar à luz não é um procedimento técnico apenas, mas algo que vai definir uma questão determinante para tudo o que vem depois: o nascimento de uma mãe.

As decisões tomadas no parto e a forma como cada mulher lida com a gestação é parte da construção da maternidade que também ali se inicia. E para cada filho – e não apenas o primeiro – há uma mãe diferente que nasce. Assim como a forma que cada homem lida e participa – e a sua presença ou ausência nesse momento – também é determinante para a paternidade que se inicia, para o pai que também nasce.

Assumir a responsabilidade de parir é uma etapa essencial do processo de fundação e autoconhecimento da família recém nascida. Assim como delegar todas as decisões do parto para a autoridade médica também é, pelo avesso. Tanto uma escolha quanto a outra têm significados e consequências.

Em boa parte dos países desenvolvidos, a cesariana não é uma escolha, como é no Brasil. Da mesma forma que qualquer pessoa de bom senso acharia um absurdo se submeter a uma cirurgia nos rins ou na próstata sem necessidade. Nesta visão responsável da saúde, a cesariana é um procedimento de grande seriedade, como qualquer cirurgia, realizado apenas quando é necessário. E só é necessário quando há um risco comprovado para a mulher e para o bebê, quando é a realmente a melhor alternativa para a mulher e para o bebê.

Se esta fosse a verdade do atendimento às gestantes no Brasil, por que só as brasileiras teriam indicação de cesariana em mais de 80% dos nascimentos nas maternidades privadas – e não os 15% previstos pela OMS? Será que as brasileiras são mulheres diferentes das demais mulheres do mundo? Teriam um corpo diferente, que as impossibilita de parir seu filho de forma natural?

Assim, que bom que vivemos um momento da medicina em que, quando há risco para a mãe ou para o bebê, é possível fazer uma cirurgia. Mas que pena que um número significativo de cesarianas é realizado todos os dias não por necessidade real, mas por comodidade do médico e da mulher. E, mais triste ainda, que um número considerável seja feito à revelia da mulher.
Diante dessa realidade e da sensação de que algo estava errado na experiência vivida nos consultórios e nos hospitais, em diferentes partes do país mulheres começaram a reagir. Sem encontrar respostas nos lugares óbvios, em geral contaminados pela cultura da cesariana e pela ideia da autoridade inquestionável do médico, elas passaram a criar grupos de discussão e de pesquisa na internet. Ao voltarem arrasadas da consulta, mães de primeira viagem encontravam pelo Google mães mais experientes que respondiam a suas perguntas e lhes davam orientação.

Duas destas mulheres, cada uma com uma história diferente, podem ser vistas nestas fotos extraordinárias. Na primeira, Denise, Lauro e a pequena Alice, no momento do nascimento. Na segunda, Andréia aconchega Maura, que acabou de nascer no ofurô. Matheus já deu as boas-vindas à irmã e muitos beijos na mãe. Em seguida, foi fazer xixi. “Muita gente se surpreende com esta foto”, comenta Andréia no livro. Como se o xixi fosse sujo, nascer fosse limpo e o fato de os dois estarem tão próximos pudesse fazer algum mal para o bebê.” A resposta padrão de Andréia é a seguinte: “Você sabe por onde ela saiu? Então, qual é o problema?”.

   Reprodução    Reprodução

Pela internet, tornou-se possível recuperar uma tradição perdida: a das mulheres mais velhas ou experientes que compartilham seu conhecimento com as mais novas. A velha sabedoria das mães e das avós, só que a rede virtual e as mudanças culturais do nosso tempo tornaram esta uma família expandida. Hoje, há centenas de sites, blogs e listas de discussão de mulheres sobre gestação e parto. É possível, inclusive, assistir a partos pela tela do computador, em tempo real. Em algumas cidades brasileiras, profissionais da saúde adeptos do parto natural e humanizado formaram grupos onde as mulheres fazem cursos e trocam experiências. Trocam também indicações de doulas, parteiras, obstetras e pediatras que garantidamente vão respeitar suas escolhas, manter seu bebê junto delas e só realizar uma cesariana se for realmente necessário.

Da mesma forma que a internet deslocou o poder em muitas esferas – com o acesso à informação, a ampliação das vozes e a possibilidade de divulgação –, também teve profundo efeito no protagonismo do parto no Brasil. E, como toda mudança, esta causa um bocado de polêmica e resistência – especialmente entre a parcela dos profissionais de saúde que sente seu poder, antes inquestionável, ameaçado. Não acredito que esse movimento seja revertido. Pelo contrário, me parece que a tendência é crescer e se multiplicar com a ajuda das redes sociais.

Parto com amor é um dos primeiros livros brasileiros a documentar esse fenômeno cultural tão interessante. E recebeu o apoio entusiasmado de uma das brasileiras mais famosas do mundo, a supermodelo Gisele Bündchen. A maioria das celebridades marca dia e hora para botar seus filhos no mundo, a data é escolhida com a ajuda de um numerologista e o mapa astral está na lista do enxoval. Gisele, a celebridade entre as celebridades, não. Ela faz parte desse movimento novo. Teve seu filho Benjamin em casa, na banheira, com parteira, da forma mais natural possível. E sofreu críticas por causa disso.

Em entrevista ao Fantástico, programa da TV Globo, ela disse: “Meu parto não foi dolorido em nenhum momento. Não foi assim, ai que dor, mas a cada contração eu pensava que meu bebê estava mais perto de mim. Eu transformei aquela sensação intensa, que acontece para todo mundo, em uma esperança de ele estar chegando mais perto. E no segundo dia (depois do parto) eu já estava caminhando, lavando louça, fazendo panqueca, sabe assim, vida que segue”.

Gisele leu Parto com amor e comenta na contracapa do livro: “O parto pode ser, sim, um momento poderoso de transformação, alegria e prazer. Espero que este livro inspire muitas mulheres”. Depois, encomendou exemplares para dar de presente às irmãs.

Espero que os votos de Gisele Bündchen se realizem.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

Fonte:

Mães de Umbigo – Parteiras da amazônia

O projeto Mães de Umbigo – Parteiras da Amazônia foi realizadoentre 2000 e 2004 pela fotógrafa e cineasta Stephanie Pommez. Nele, um ensaio com 53 fotos e um documentário produzido em parceria com a ZED, ARTE e National Geographic Channels(Amazonie, la vie au bout des doigts). As imagens mostram momentos da vida dessas mulheres ribeirinhas, que moram em comunidades nas margens das centenas de rios e igarapés da Bacia Amazônica e que guardam a vida, os costumes e a cultura desta região.
Munidas de sabedoria, coragem e solidariedade, essas parteiras vem“pegando” meninos, termo com que descrevem o trabalho do parto, há gerações. Algumas delas começaram sua jornada de parteiras por acaso, ao assistir partos de familiares ou vizinhas; outras foram iniciadas por parteiras mais velhas da própria família - suas mães, tias, avós. Para além do acaso e do conhecimento, para elas o verdadeiro pré-requisito deste ofício é possuir o que descrevem como um “dom de Deus”.


Na Amazônia, esse dom tem feito com que comunidades inteiras nasçam por suas mãos. Sem acesso aos equipamentos do sistema de saúde, como hospitais e consultórios médicos, em um contexto geográfico isolado, o trabalho das parteiras e seus conhecimentos sobre os “remédios” da floresta permitem que as mulheres ribeirinhas sejam assistidas ao longo da gravidez e no momento de nascimento de seus filhos.

Mães de Umbigo é um registro intenso de como a vida humana se faz chegar na Amazônia brasileira.

Além de mostra de fotos, haverá também debates sobre o tema. Confira a programação:

Narrativas da Amazônia – Olhares sobre a vida e trabalho das parteiras da Amazônia 

A fotógrafa Stephanie Pommez  fala de sua experiência de convívio com as parteiras em um bate-papo comAna Paula Viana, enfermeira obstetriz coordenadora do grupo deParteiras Tradicionais da ONG Grupo Curumim (Recife – PE), que desenvolve projetos de fortalecimento da cidadania das mulheres.  Livre para todos os públicos.Grátis. Sábado (dia 30), às 15h.


Sobre Stephanie Pommez 
Stephanie Pommez é fotógrafa e cineasta. Nasceu no Canadá em1972, viveu a infância e parte da juventude no Brasil, formou-se emDesenvolvimento Internacional e História da Arte na Universidade McGill , em Montreal, e hoje, mora em Nova York. Após anos de trabalho na área humanitária tanto no México quanto nos Estados Unidos, iniciou sua carreira de fotógrafa documentarista no final dos anos 90. O enfoque de seu trabalho é o pertencimento – o registro da origem de uma cultura ou do espaço que une pessoas e sua importância na própria identidade. Seus trabalhos foram publicados por em diferentes veículos internacionais e expostos em cidades da França e dos Estados Unidos.

Em 2005, após seu envolvimento em documentários e sua contribuição ao filme Mondovino, indicado à Palma de Ouro de Cannes, Stephanie Pommez dirigiu seu primeiro documentário sobre as parteiras tradicionais da Amazônia. O filme foi exibido na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.

Mães de Umbigo – Parteiras da Amazônia
De 26 de abril a 26 de junho
De terça a sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 20h
Área de Convivência do Sesc Pompeia
Rua Clélia, 93, tel. 3871-7700
Grátis.

Fonte: 

Nutrição e Gravidez

A gestação compreende um período de grande vulnerabilidade para a mãe, em razão das várias transformações em seu corpo, e para o feto, em razão do seu crescimento e desenvolvimento. Tais transformações implicam em aumento nos requerimentos de macro e micronutrientes.

De acordo com a nutricionista Dra. Rita Maria Monteiro Goulart, as quantidades de energia, proteína e demais nutrientes são mais elevadas a fim de atender as necessidades requeridas para o desenvolvimento do feto e formação de estruturas maternas durante a gestação (placenta, útero, glândulas mamarias e sangue), assim como a constituição de depósitos energéticos da mãe utilizados durante o parto e lactação. As necessidades energéticas variam com o peso pré-gestacional, quantidade e composição do ganho de peso, estágio da gravidez, nível de atividade física e aumento de seu metabolismo basal.

Para avaliação do peso corpóreo, tem sido recomendados diferentes métodos, dentre eles, destaca-se a utilização do Índice de Massa Corpórea (IMC) pré-gestacional. O IMC é calculado utilizando-se o peso em quilogramas (kg) dividido pela estatura em metros ao quadrado. Com base em um estudo de 1990, do National Institute of Health, as diretrizes para o ganho ponderal na gravidez são baseados no IMC pré-gestacional. Nas recomendações atuais, do ponto de vista calórico, a recomendação da Recommende Dietary Allowances (RDA,1989), tem sido adicionar 300 calorias à dieta normal, com início no segundo trimestre da gestação.

Mulheres que iniciam a gravidez com baixo peso ou adolescentes (com menos de cinco anos pós-menarca) devem aumentar sua ingestão calórica em 300 calorias desde o início da gravidez. Por outro lado, mulheres que iniciam a gravidez com sobrepeso ou obesidade, nenhum aumento calórico é recomendado, sendo importante acompanhar a evolução da gestante o que permitirá nortear as orientações dietéticas. Em relação as proteínas, a ingestão deve ser aumentada em razão da sua contribuição específica para o crescimento e porque uma dieta pobre em proteínas, quase sempre, carece de outros nutrientes.

Recomenda-se a ingestão de 60 gramas diárias (RDA,89), o que, segundo o Comitê FAO/OMS, 1985, significa aproximadamente um adicional de 6g/dia. Em relação aos macronutrientes, até o momento, não ocorreram modificações. No entanto, em relação a alguns micronutrientes, já temos disponíveis as Dietary Reference Intake (DRI). Estas novas recomendações começaram a ser estudadas em 1994, pela Food and Nutrition Board quando foram formados Comitês para definir como deveriam ser revisadas as RDAs.

Como resultado destes estudos, temos publicados três grupos de nutrientes, a saber: 1º grupo (editado em 1997): Cálcio, Fósforo, Magnésio, Flúor e Vit D; 2º grupo (editado em 1998): Complexo B e Colina 3º grupo (editado em 2000): Antioxidantes (Vit C, E e Selênio) Nutrição na Gestação e Lactação A gestação é um fenômeno fisiológico que acarreta uma série de modificações no organismo materno, com a finalidade de garantir o crescimento fetal, proteger o organismo materno e ainda, possibilitar a recuperação da puérpera e a nutrição de recém-nascido.

Essas modificações se fazem evidentes nos aparelhos cardio-circulatório, digestivo, respiratório, ósteo-articular, além de modificações metabólicas, endócrinas, hematológicas e mamárias, o que exige um maior consumo de nutrientes. Por outro lado, segundo a Profª. Dra. Marta Edna Holanda D. Yazlle, sabe-se que vários fatores podem interferir no crescimento fetal. Alguns estudos demonstram que a carga genética e o ambiente em que vive a gestante influem neste processo, e algumas características maternas, tais como idade, peso e estatura, paridade, condição de nutrição e saúde, e nível sócio-econômico, guardam correlação direta com o crescimento e desenvolvimento.

Deficiências Nutricionais na Gestação O estado nutricional da mulher, antes e durante a gestação, está associado com o bem estar do feto. Se a gestante apresentar menores reservas nutricionais, há um maior risco do feto e do recém-nascido apresentarem déficit do desenvolvimento neurocognitivo, malformações congênitas, prematuridade, ganho de peso e/ou comprimento insuficientes, levando ao nascimento de crianças pequenas para a idade gestacional (PIG). Portanto, a desnutrição protéico-calórica e as deficiências de ferro, iodo, vitamina A e folato, principais problemas nutricionais na gestação, deverão ser avaliados com base no impacto que exercem não somente no organismo da gestante, como também na do feto/recém-nascido.

De acordo com a Dra. Patrícia H. Rondó, além das deficiências nutricionais acima citadas, é importante ressaltar que a obesidade, problema emergente em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, também é responsável por importantes alterações no binômio gestante/feto ou recém-nascido. Suplementos Nutricionais na Gestação O período gestacional tem que ser analisado em partes, já que as condições fisiológicas e nutricionais entre os três trimestres são distintas. A gestante no primeiro trimestre não apresenta alterações nas suas necessidades energéticas e de nutrientes, portanto, as recomendações nutricionais vigentes são para aquelas no segundo e terceiro trimestre. Além do mais, segundo a nutricionista Dra. Márcia R. Vítolo, a presença de vômitos e enjôo nos primeiros meses de gestação faz com que a gestante perca peso e não consiga manter a ingestão adequada de nutrientes.

Esse quadro não implica na necessidade obrigatória de suplementação nesse período, pois o estado nutricional prévio da gestante, isto é, suas reservas nutricionais, é que vai influenciar no processo de embriogênese. A partir do segundo trimestre e principalmente no terceiro, as demandas de energia e nutrientes para a gestante estarão aumentadas, e portanto, o padrão alimentar vai exercer influência direta sobre a nutrição do feto. Os requerimentos nutricionais na gestação são mais qualitativos do que quantitativos, pois a proporção de aumento para proteínas, vitaminas e minerais é significativamente mais elevada quando comparada com a energia.

Se a gestante possui estado nutricional prévio adequado e consegue manter a qualidade de sua alimentação, não necessita de suplementos nutricionais, com exceção do ferro que a OMS recomenda que todas as gestantes independente da presença de deficiências dietéticas ou bioquímicas devem receber dose profilática de ferro elementar na quantidade de 30 a 40 mg durante todo o terceiro trimestre. Quando a gestante apresenta valores de hemoglobina abaixo de 11 g/dl deve receber suplementação terapêutica de 60 a 120 mg diários de ferro elementar, do momento da detecção até o final da gravidez. A grande preocupação atual, principalmente nos Estados Unidos, é a prevenção de ocorrências de má-formação do tubo neural por deficiência de ácido fólico (folato). Esse fato pode ser comprovado com a observação das novas recomendações (DRIS, 1998), cujos valores para o ácido fólico são de 400 mg para mulheres adultas e 600 mg para gestantes.

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Dança Materna

Tatiana Tardioli é bailarina, coreógrafa, preparadora corporal e professora de dança. Ela Acredita que dançar na gestação e com o bebê nascido, propicia momentos de cumplicidade muito preciosos na construção de um vínculo sadio e contribui para a saúde e o equilíbrio espiritual, emocional e físico da mãe e do bebê. E foi aí que ela passou a dar aulas de Dança Materna.

Porque este nome? Ela conta que Materna é o nome de uma lista de discussão sobre parto, muito especial, da qual ela participa desde a gravidez. Foi a partir dela que obteve informações que a levaram a conquistar o Parto Normal que sempre quis ter.
Da sua maternagem ativa e da vontade de compartilhar com outras mulheres as alegrias e benefícios de dançar grávida e depois com o bebê, surgiu essa fusão do seu trabalho com a vivência de mãe da Nina.
Devidamente autorizada, adotou Dança Materna como forma de identificar os cursos de Dança para Gestantes e Dança para Mães e Bebês, que tem o prazer de apresentar .
Materna para ela é uma palavra que fala de um jeito de ser mãe com muito amor e muita proximidade.

Esta modalidade de dança trata-se da atividade física ritmada especifica para Grávidas e Mães com bebês de colo, engatinhantes e bebês de 1 a 3 anos.

Dançar na gestação contribui para que o corpo se adapte às mudanças e sustente harmoniosamente o ganho de peso.

Melhora a oxigenação e circulação sanguínea, beneficiando mãe e bebê. Além da dança, os exercícios de alongamento, fortalecimento, relaxamento e respiração mantém a vitalidade em alta e ajudam na hora do parto, quando é preciso conciliar momentos de ação e entrega.

Nas aulas com bebês eles costumam ficar tão calmos que muitas vezes dormem. Enquanto isso, as mães se divertem, otimizam a redução de peso e reeducam o corpo.

Outra prova de que colo faz bem é o método conhecido com Mãe Canguru, muito utilizado com bebês prematuros. O Método Mãe Canguru foi inicialmente desenvolvido em maternidades da Guatemala onde a falta de incubadoras fez com que pusessem os bebês dentro das roupas das mães para mantê-los aquecidos. Desde então tem demonstrado beneficiar muito recém-nascidos permitindo que eles regulem melhor seu ritmo cardíaco e sua respiração, melhorem o sono, cresçam mais depressa e com menos choro e recebam alta antes dos prematuros que não usaram o método.

O objetivo da aula de Dança Materna é aliar uma atividade física durante a gestação e um período de pós-parto a uma experiência rica em cumplicidade com o bebê a partir de um mês e meio de idade.

Os benefícios para a mãe são o retorno à vida social, otimização da redução de peso, reeducação corporal (que evitará ou minimizará problemas posturais, inclusive na maneira de carregar e amamentar o bebê), fortalecimento do vínculo com o filho.
Já os benefícios para o bebê são proximidade com a mãe e aconchego fazem com que o bebê sinta-se amado, protegido e ajuda a reduzir a incidência de cólicas. O balanço da dança é extremamente relaxante para os bebês que em geral sorriem, se divertem e saem da aula calmíssimos e muitas vezes, dormindo. Outra vantagem é que o peito da mãe está ao alcance do bebê freqüentemente eles mamam durante a aula enquanto dançam com a mamãe.
Cada aluna prende o bebê a um carregador de pano chamado sling, usado como uma bolsa, e embala as crianças enquanto dança.
Conheci o trabalho desta artista através de algumas amigas paulistas que participam dos grupos de dança e me apaixonei.

A Dança Materna já apareceu muito na mídia, mas mesmo assim resolvi colocar alguns videos aqui, para que vocês conheçam. Quem sabe um dia eu consiga trazer uma coisa assim para o grupo de gestantes da minha equipe e para o grupo pós parto.

          

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